É possível
encontrar várias espécies de rosmaninho em Portugal, embora o
vernáculo as reúna sob um único nome vulgar, Lavandula L..
Actualmente são reconhecidas cinco espécies de Lavandula em
Portugal: L. luisieri, L. viridis e L.
pedunculata (esta última dividindo-se pelas subespécies
pedunculata, sampaiana e lusitanica) formam uma
secção dentro do género (secção Stoechas Gingins) muito
aproximada filogeneticamente; e ainda L. latifolia Medicus
e L. multifida L., duas espécies menos abundantes e mais
distintas das primeiras.
Os rosmaninhos portugueses são todos
eles pequenos arbustos lenhosos, facilmente identificáveis pelo
aroma (parecido, mas não muito, ao da alfazema da perfumaria) e
pelas espigas violetas que coroam a pequena copa. Estas espigas,
geralmente pequenas (2 a 8 cm), são compostas por pequenas flores
tubulares e labiadas, aninhadas entre brácteas quase da mesma cor,
estando o conjunto (no caso das espécies L. pedunculata
(Miller) Cav., L. luisieri (Rozeira) Rivas-Martínez e
L. viridisér.) completado por três longas brácteas
petalóides violetas, lilazes ou brancas que enfeitam o topo da
espiga em jeito de penacho.
Acham-se por quase todas as regiões
do país, formando os matorrais que primeiro colonizam os terrenos
privados de coberto arbóreo ou arbustivo alto; na Primavera chegam
a tingir de violeta enormes extensões de incultos por todo o sul,
interior e oeste portugueses. Apesar de serem muito abundantes no
nosso país, os rosmaninhos parecem estar a desaparecer velozmente
das tradições portuguesas, particularmente no que respeita à
culinária rústica e à aplicação paisagista