Monumental e sumptuosa a Sé de Lamego tem tudo de Catedral, desde as suas fachadas que vários estilos arquitectónicos percorreram ao longo dos tempos até á sua tradição episcopal, a igreja aparece-nos hoje como um monumento de excepcional beleza. Classificado como Monumento Nacional, é uma das mais preciosas heranças que o passado deixou á cidade de Lamego. O grandioso edifício começou a ser erguido pouco depois do nascimento de Portugal, foi crescendo ao longo dos tempos, conjugando por essa razão vários estilos arquitectónicos que marcam diferentes épocas da história.
De tamanho relativamente grande, o monumento encerra no seu interior uma grande riqueza, quer arquitectónica, quer artística. No seu interior pouco resta de românico ou gótico nos dias de hoje, depois de algumas obras levados a cabo por Nasoni e António Pereira em 1735 o que sobressai é o barroco e algumas marcas renascentistas. O interior da Igreja é composto por três naves abobadadas, intersetando-se, as três, no centro da Igreja, formando assim uma grande clarabóia que ilumina grande parte da Igreja. Mas é em 1738 que Nasoni é contratado para pintar as abóbadas, ao estilo barroco, ficando assim bastante coloridas e dando a toda a Igreja um ambiente mais artístico. Estas pinturas representam a obra mais vasta em extensão e mais rica em ornatos deste género que sobrevive, são um dos mais importantes trabalhos de Nasoni neste género de arte existente em Portugal.
A Diocese de Lamego, que tem sede nesta catedral, é a segunda mais antiga da Península ibérica, tendo portanto uma grande importância no contexto histórico e religioso do País e até da Península Ibérica. É precisamente esse significado histórico e religioso que faz com que a Diocese de Lamego exista ainda numa cidade que não é capital de distrito.
