Lagostim Vermelho, encontrado junto aos campos do Baixo Mondego, em 03/10/2010.
O lagostim-vermelho (Procambarus clarkii) é proveniente do Estado da Louisiana, EUA. Este crustáceo de água doce muda sua coloração dependendo do meio onde vive, do seu estágio de crescimento, da alimentação, entre outros fatores. Vive até dois anos e chega a medir 15 cm. Em geral são calmos, vivendo quase sempre escondidos e não gostam de luminosidade excessiva. Assim como os demais artrópodes (animais de patas articuladas), os lagostins sofrem diversas ecdises (troca de carapaça) para crescer. A carapaça original é descartada quando a quantidade de hormônio de crescimento desses artrópodes atinge certo grau, somente depois do descarte é que a nova carapaça cresce. Durante o período da troca, até que a nova carapaça fique rígida, a lagosta passa uma maior quantidade de tempo escondida, para proteção, já que a sua proteção natural, a carapaça ainda não está totalmente formada.Foram tranportados para a Península Ibérica em 1973 por empresários da zona de Badajoz. Aí, seriam criados para o abastecimento da linha alimentar.
Passam para a bacia do Caia, afluente do Guadiana, onde são vistos pela primeira vez em 1979. E ,dado o seu grande poder de reprodução e de sobrevivência e grande capacidade de construção de túneis, facilmente se espalharam por toda a Península. Desde a sua introdução em Portugal, no Baixo Mondego, o Lagostim Vermelho é considerado pelos agricultores uma praga nos arrozais. Porém há quem defenda que o Lagostim deve ser considerado um recurso e deve ser aproveitado económicamente, pois é um "petisco" bastante apreciado noutros países, particularmente em Espanha.
Sendo uma espécie invasora, bastante agressiva, no entanto o Lagostim, rapidamente, passou a constar da dieta de outros predadores, como as lontras e aves de grande porte, como a cegonha e galinhas de àgua, sendo mesmo, desta forma, responsável pelo regresso destas espécies a locais onde antes não eram sustentáveis.
